domingo, março 02, 2008

Hannibal - A origem do mal

Título Original:
"Hannibal Rising" (2007)

Realização:
Peter Webber

Argumento:
Thomas Harris

Actores:
Gaspard Ulliel – Hannibal Lecter
Gong Li – Lady Murasaki
Dominic West – Inspector Popil
Rhys Ifans – Vladis Grutas


A personagem que marcou a carreira de Anthony Hopkins é uma lenda da história do cinema. O assassino canibal, teve a sua primeira aparição em “Caçada ao Amanhecer” (1986, Michael Mann, interpretado por Brian Cox), mas o momento de glória foi mesmo a interpretação de Hopkins no filme “O Silêncio dos Inocentes” (1991, Jonathan Demme). Anos mais tarde Hopkins repetiu o papel em “Hannibal” (2001, Ridley Scott) e em “Dragão Vermelho” (2002, Brett Ratner). Com tudo isto, faltava então saber as razões que levaram a que Hannibal se tornasse num assassino cruel e macabro.

Foi pedido a Thomas Harris, criador da personagem em questão, que escrevesse um guião original onde fosse contada a história da vida de Hannibal na sua juventude. Todo o mal tem a sua origem e é isso que é mostrado em “Hannibal – A Origem do Mal” realizado por Peter Webber.

Hannibal Lecter é apenas uma criança quando assiste aos horrores da segunda guerra mundial no leste europeu, que resultaram na morte dos seus familiares. Anos mais tarde, encontramo-lo num orfanato soviético onde é constantemente provocado pelos colegas. Um dia o jovem consegue fugir de lá e empreende uma longa jornada até aos arredores de Paris para procurar abrigo na casa de um tio. No entanto este já faleceu, e é a sua viúva, a bela Lady Murasaki, que o acolhe. É com a ajuda dela que Hannibal começa a estudar medicina, ao mesmo tempo que ganha gostos refinados na pintura, música e comida. Com o estudo do corpo humano, ao qual se dedica grande parte do seu tempo, Hannibal adquire um grande conhecimento que decide usar para se vingar dos tormentosos fantasmas do passado que afinal são criminosos de guerra bem reais.

Acredito que a escolha de Gaspard Ulliel para interpretar o jovem Lecter foi acertada, sem prejuízo do facto de ser um desconhecido para o grande público, tendo apenas algumas participações em produções francesas. Ao encarnar a personagem Ulliel consegue uma expressão cruel no olhar e um sorriso sarcástico que nos convence que é mesmo o retrato do assassino que conhecemos dos filmes anteriores, desempenhado por Hopkins. “Hannibal – A origem do mal” é um filme escuro, violento e com algum suspense, que nos mostra um jovem sofrido que exorciza os seus demónios interiores de tal forma que perde o que há de humano em si e se transforma num monstro.

® Isabel Fernandes

5 Comments:

At 7:26 da tarde, Anonymous Token said...

Não há tempo a perder sem mecanismos de defesa, o crime é cada vez mais sofisticado. A ver vamos encontrar corpos estatelados depois de quedas elevadas, tiros intencionais na coluna vertebral, estropiados abandonados no mato, cães degolados ao vivo em creches, drive-by junto a colégios, membros humanos incapacitados por tiros de shotgun, cabeças de gato largadas em transportes públicos, taxistas manetas à machadada, cemitérios em chamas, suásticas gravadas em igrejas, padres coroados com arame farpado, médicos tornados cegos e obrigados a beber soda cáustica. Ainda há muito racismo em Portugal, cada carapinha é um alvo, cada cabeça rapada tem uma goela a mais... Calma!

 
At 1:41 da manhã, Blogger wasted blues said...

Não gostei nada deste filme, mesmo nada.

 
At 7:33 da tarde, Blogger Ricardo Lopes Moura said...

Hannibal era um menino na Lituânia. Primeiro vieram os Nazis, depois os Aliados. Os pais foram assassinados, a irmã foi comida (literalmente) por salteadores esfomeados.

Nos oito anos seguintes, ele não soltou um pio, tornando-se mudo num orfanato que se estabeleceu no castelo onde morava com os pais. Sim, castelo.

Fugiu para França, onde tinha um tio, que afinal morrera no ano anterior. mas sobrava uma tia, que calhou ser japonesa e que o acolheu e ensinou a lutar bushido.

a história é demasiado ridícula para ser verdadeira, o chavalo tem uma crispação dos maxilares que é demasiado plástica (parece um nervo preso) e não se parece minimanente com o anthony hopkins, a história não temponta por onde se lhe pegue.

pelo que li, o thomas harris tinha uma história completamente diferente, mas que foi rejeitada por ser demasiado banal. e como não quiseram banal, vem esta pessegada.

e o que dizer de pormenores deste tipo : Ele continuava mudo e ela pediu-lhe para dizer qualquer coisa.
Ele disse "obrigado" e ela compreendeu. Sendo ele lituano, a viver desde as infância num orfanato na Lituânia, chega a Paris e a primeira coisa que diz é a uma japonesa. Em que língua terá ele falado?

 
At 5:29 da tarde, Anonymous isabela said...

simplesmente fabuloso! me encantei pela historia do Hannibal, muito bem trabalhada, sem falar no ator principal que chega a ter trejeitos do Anthony Hopkins, um sinal de que a direção de arte e do filme ficaram atentos a cada minuscioso detalhe.

 
At 9:00 da tarde, Blogger Cláudia Oliveira said...

Penso que ficou muito à quem do "Silêncio dos Inocentes". Apesar disso tem, sem dúvida uma parte encanto dos restantes filmes do Hannibal. julgo que o problema deste tipo de enredos é lhes faltar uma personagem feminina forte, como aconteceu com as personagens lendárias de Jodie Foster e Juliane Moore, mas esta é a minha opinião. De resto mantém-se o canibalismo sádico, ou não fosse isso o essencial do filme.

 

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