sexta-feira, julho 08, 2005

Cabine Telefónica

Título Original:
"Phone Booth" (2002)

Realização:
Joel Schumacher

Argumento:
Larry Cohen

Actores:
Colin Farrell - Stu Shepard
Kiefer Sutherland - Atirador
Forest Whitaker - Capitão Ramey



Hitchcock afirmou um dia que adorava realizar um filme no qual a acção estivesse limitada a uma cabine telefónica. Não viveu tempo suficiente para concretizar o sonho e, como tal, à falta de melhor, nós, cinéfilos, fomos presenteados com a versão de Joel Schumacher de um filme baseado em tal premissa. O curioso desta situação é que o argumentista, Larry Cohen, discutiu com Hitchcock a ideia do argumento nos anos 60 mas, na altura, não encontraram uma forma de justificar o aprisionamento na cabine. Quando na vida real uma situação semelhante à descrita no filme ocorreu, Cohen escreveu o argumento em menos de um mês. Por vezes a inspiração, tem destas coisas...


Stu Shepard (Colin Farrell) é um publicitário arrogante que vai subindo na vida à custa de mentiras. Interessado numa mulher, Stu costuma utilizar uma cabine telefónica para lhe telefonar de forma a não correr riscos de que a sua esposa descubra. Mas após o seu telefonema do costume, a vida deste publicitário irá mudar para sempre da pior maneira possível...


Phone Booth é de facto uma surpresa muito agradável. O realizador, Joel Schumacher, é do tipo de fazer-nos tremer quando optámos por um filme com o seu nome mas desta, ao contrário do seu outro projecto de 2002, Bad Company, assina um thriller intenso que tem de facto a força para manter o espectador agarrado... a uma cabine telefónica! Mas de a realização de Schumacher é extremamente eficaz grande parte do crédito tem de ir para as verdadeiras estrelas da obra: Colin Farrell e Larry Cohen. O desempenho do primeiro é fantástico, nada que não tenha provado por mais de uma vez, mas que atinge níveis verdadeiramente incríveis de realismo. O argumento do segundo brilha pela sua simplicidade provando, um filme não tem de ser complexo desde que bem escrito.


Em conclusão, Phone Booth não é uma obra-prima, as consegue atingir altos de níveis de qualidade graças a tudo o que atrás referi. Joel Schumacher tem destas coisas, tão depressa realizada um dos piores filmes de todos os tempo, Batman & Robin, como também vai enviando para o grande ecrã pequenas pérolas como este Phone Booth.


Referência, para finalizar, à edição nacionaol em DVD que é muito pobre em extras contando apenas com um pequeno making of e um comentário áudio.


Até para a semana e bons filmes...


® Bruno Sá

7 Comments:

At 2:39 da tarde, Anonymous Miguel Lourenço Pereira said...

Confesso que este é um filme verdadeiramente arrebatador, pela sua violência psicológica, mas também pela sua inteligência. Um filme rápido, conciso e muito bem trabalhado. Quem viu aqui Colin Farrell e quem o viu em Alexander sabe bem que este é um actor cada vez mais de extremos. Tal como Schumacher, capaz de fazer isto ou Phantom of the Opera, e depois de arrasar o próprio nome nos dois Batmans. Uma excelente análise a um filme marcante.
um abraço

 
At 2:51 da tarde, Anonymous Vera said...

O filme é, sem dúvida, muito bom. A atmosfera de claustrofobia que percorre o filme, com a condensação do espaço e do tempo, faz com que o filme resulte perfeitamente. Schumacher é um realizador de altos e baixos e Phone Booth é um dos seus pontos altos.

 
At 11:05 da tarde, Anonymous Vladimir said...

Filme de alta categoria. Com ótimas atuações e uma grande tensão. Impressionante como a carreira de Joel Schumacher é irregular.

 
At 3:15 da manhã, Blogger Gustavo H.R. said...

Mais um intrigante filme que perdi nos cinemas. Tendo em vista esse texto positivo, vou procurá-lo nas videolocadoras.

 
At 12:23 da manhã, Blogger Knoxville said...

É engraçado que ainda ontem escrevi a critica deste "Phone Booth" para colocar no meu blog num destes dias e também coloquei lá a referência a Batman & Robin. Joel Shumacher é mesmo um realizador de extremos!

 
At 1:41 da manhã, Anonymous Luís Mendonça said...

Não sou, nem de perto, um entusiasta deste filme, apesar de reconhecer algumas das coisas que são aqui ditas... Queria só deixar aqui o meu destaque a um grande actor, que é a meu ver demasiado esquecido pela Grande Indústria e que ainda não foi mencionado: Forest Whitaker.

Cumprimentos

 
At 10:55 da tarde, Anonymous Geist said...

De longe o papel mais espectacular de Farrel.

Este filme leva-nos ao limite da nossa imaginação no que diz respeito á realidade

 

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