domingo, abril 23, 2006

Forrest Gump

Título Original:
"Forrest Gump" (1994)

Realização:
Robert Zemeckis

Argumento:
Eric Roth, baseado na obra de Winston Groom

Actores:
Tom Hanks – Forrest Gump
Robin Wright Penn - Jenny
Gary Sinise – Tenente Dan
Mykelti Williamson - Bubba
Sally Field – Mrs. Gump


A minha mãe dizia sempre que a vida é como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que nos calha.” – este é o lema de vida de Forrest Gump, um dos personagens mais interessantes de um dos melhores filmes de sempre. Brilhantemente interpretado por Tom Hanks, valeu-lhe um Óscar de melhor actor principal apenas um ano depois de ter sido galardoado na mesma categoria por Philadelphia (1993, de Jonathan Demme). Foi um feito surpreendente que até agora ninguém mais conseguiu repetir. Outros Óscares foram atribuídos como melhor filme, melhor realizador e melhor argumento – o que foi bastante justo.

Sentado num banco à espera de um autocarro para ir ao encontro da sua melhor amiga Jenny, Forrest Gump vai contando às pessoas (que se vão sucedendo) sentadas ao seu lado, a história extraordinária da sua vida. A sua infância foi marcada pela presença constante da mãe a seu lado, pois ela era a sua única família e a sua melhor conselheira. Mesmo com um QI de apenas 75 valores (segundo a lei era preciso que a criança tivesse 80 para ser considerada normal), a mãe lá conseguiu que fosse aceite na escola. A compreensão de Forrest em relação ao mundo era diferente, mas a inocência com que encarava a vida e as pessoas tornam-no inigualável. Gozado pelos rapazes da sua escola por ter de usar um aparelho nas pernas para andar melhor, encontra em Jenny a pessoa que o marcará por toda a sua vida. Um dia quando os mesmos rapazes o perseguem de bicicleta, o aparelho das pernas parte-se e ele começa a correr sem parar, veloz como o vento.

A vida de Forrest, sobretudo em adulto, acontece ao mesmo tempo de acontecimentos históricos importantes nos E.U.A. desde a década de 50 aos anos 80. Graças à sua capacidade de correr depressa, torna-se num famoso jogador de futebol americano e depois vive um dos momentos mais dolorosos da história americana: a guerra do Vietname. Aí conhece o sonhador Bubba que pretende adquirir um barco e dedicar-se à pesca do camarão e o Tenente Dan que lhe dá conselhos para sobreviver na guerra. Após salvar alguns colegas e o tenente durante uma emboscada torna-se um herói de guerra e recebe uma medalha de honra. Entretanto viviam-se importantes momentos da juventude americana que contestava a guerra e defendia o ideal “make love, not war”. Forrest encontra Jenny transformada em hippie, mas logo a perde de vista e decide realizar o sonho de Bubba, que morrera na guerra, comprando um barco para a pesca de camarão. A ele junta-se o Tenente Dan (boa interpretação de Gary Sinise), sempre irritado por Forrest o ter salvo e por lhe terem sido amputadas as pernas. E a história das aventuras de Forrest continua a ser contada por ele enquanto o autocarro não vem…

A ideia de situar a vida de Forrest em momentos importantes da história dos E.U.A. é bem conseguida pois é uma forma “suavizada” de mostrar imensos acontecimentos que fazem parte da história do país no século XXI. É de destacar o trabalho de montagem de imagem e efeitos visuais (oscarizados) que inserem Forrest em imagens reais sobre acontecimentos importantes e personalidades não menos importantes como o Presidente Kennedy, por exemplo, em que se consegue que Forrest o cumprimente e fale com ele. O que não é bem conseguido é a história de amor de Forrest e Jenny. Ele sonha em revê-la todos os dias, ela não. Jenny acaba por representar, ao contrário de Forrest, o lado menos feliz da história americana: a degradação dos jovens desde o álcool às drogas. Sabemos que Forrest a ama, mas ela é inconstante e aparece e desaparece da vida dele vezes sem conta, e dessas vezes em algumas fica a ideia de que só vem quando precisa da ajuda do seu velho amigo de infância.

Por tudo isto e por muito mais vale a pena ver ou rever este cativante filme que foi um dos melhores dos anos 90 do século passado e continua a ser um dos melhores filmes neste novo século XXI.

® Isabel Fernandes

8 Comments:

At 11:13 da tarde, Blogger Knoxville said...

E a razão para não ter 10/10 é? :)

Cumprimentos!

 
At 4:56 da tarde, Blogger cine7 said...

A razão pa ñ ter 10/10 é partindo do meu princípio de k ñ há 1 filme perfeito. Ñ ligo mto às estrelas k tenho de pôr pk axo ke né pla quantidade de estrelas k os filmes devem ser valorizados, a valorização deve ser qualitativa e ñ quantitiva. Espero ter respondido à tua pergunta.
cumprimentos, Isabel

 
At 4:23 da tarde, Blogger cine-asia said...

Não goste mesmo nada deste filme...lamechas e irreal. Americanóide na sua essêmcia mas completamente sonhador.

Cumprimentos,

Sérgio Lopes

 
At 12:16 da tarde, Blogger Lord said...

Que bela crítica. Ou este texto fará pouco mais do que contar a história do filme?

 
At 4:36 da tarde, Blogger cine7 said...

Como é que se pode falar sobre um filme sem mencionar partes da sua história?
Isabel

 
At 7:55 da tarde, Blogger Lord said...

A questão não é essa. Esta "crítica" pouco mais faz do que contar a história do filme, ao invés de usar alguns momentos narrativos para construír uma crítica.

 
At 4:09 da manhã, Blogger Blog Tricolor said...

Olha gostei muito da sua visão do filme, não acho que seja uma crítica , mas sim uma resenha, pois nos deixa com uma vontade de assistí-lo novamente.
Parábens pelo seu texto.

Viviane

 
At 1:01 da manhã, Blogger daisy said...

Acredito que o filme relata muitos fatos historicos como: a KU KLUX KLA, a GUERRA DO VIATINÃ e a POSSE DO PRESIDENTE KENNEDY.
Esse, filme pode ter sido uma critica à "segregação racial", e a frase "faça amor, não faça querra" mostra que alguns paises pretendiam (e ainda pretende) não ter mais guerras.
Essa é a minha opinião.
Mes Cumprimentos, Victória

 

Enviar um comentário

<< Home