segunda-feira, abril 17, 2006

Hostel

Título Original:
"Hostel" (2005)

Realização:
Eli Roth

Argumento:
Eli Roth

Actores:
Jay Hernandez - Paxton
Derek Richardson - Josh
Eythor Gudjonsson - Oli
Barbara Nedeljakova - Natalya


Dois estudantes universitários, Paxton e Josh, que viajam num inter-rail através da Europa, mais o islandês Oli, acabam por ser atraídos para um lugar que, segundo o seu companheiro de viagem, é um paraíso para viajantes americanos – uma estalagem situada numa pequena cidade eslovaca fora dos circuitos turísticos e supostamente cheia de mulheres fantásticas, desejosas de os conhecer. À chegada, os dois amigos depressa se perdem de amores pelas exóticas Natalya e Svetlana. Tudo parece demasiado fácil...Inicialmente distraídos pelos bons momentos que estão a viver, os dois americanos rapidamente se vêm envolvidos em situações cada vez mais sinistras acabando por descobrir estar perante um lugar onde ocorrem as piores, mais sombrias e mais doentias paixões humanas – e de onde nada lhes garante que saiam vivos.

Esta é a premissa de Hostel, o novo filme de terror do cineasta Eli Roth (Cabin Fever), apadrinhado por Quentin Tarantino. Mais um filme de um género claramente com falta de ideias no cinema americano, que ou apresenta películas onde o target primário são os adolescentes, ansiosos por uma boa dose de gore, ou remakes de filmes de terror asiáticos, cujos resultados ficam quase sempre aquém do original que lhes deu origem.

Hostel enquadra-se nesse marasmo de ideias. Tudo é mau no filme e fica aqui a reflexão do porquê do nome de Tarantino estar associado a um produto tão fraco. Enfim…

A primeira metade do filme é preenchida pela incessante busca do trio de protagonistas por momentos de prazer, quer em Amesterdão, quer mais tarde na Eslováquia, enquanto que a segunda metade apresenta o festival de torturas a que são sujeitos, no país de Leste. Escusado será dizer que será preciso ter um estômago muito forte para suportar tamanha violência gratuita. As cenas de tortura são realmente brutais e até incomodativas, de tão gráficas e violentas.

O resto é uma sucessão de clichés: um dos personagens é mais tímido, enquanto que dos três há sempre aquele mais forte e que consegue sobreviver ao massacre, quase por milagre. Além disso, tudo coincide na perfeição para um desfecho de acordo com o que o público espera. Na ressaca de filmes como Saw, ou The Devil’s Rejects, Hostel é claramente muito mais violento, com uma aproximação ao nível de gore exibido por exemplo nos filmes do cineasta japonês Takashi Miike, embora sem o carácter surreal e bizarro do Japonês. Aqui tudo é apresentado pelo realizador de forma a ser o mais realista possível.

Hostel causou uma enorme polémica na Eslováquia pela forma como é apresentada por Eli Roth, não só como paraíso sexual para americanos, como pelos gangs de crianças nas ruas, por exemplo. Polémicas à parte Hostel não é um filme que provoque medo no espectador. Pelo contrário saímos do cinema mal dispostos, isso sim. Quem for apreciador de filmes de terror gore, onde o jorrar de sangue impera, com certeza vai adorar Hostel. Mas isso não é terror. Terror é provocar o medo no espectador com aquilo que não vemos ou não conhecemos. Para quem quiser ver um filme do género de Hostel, mas muito mais eficaz e realista, recomendo Wolf Creek, uma das agradáveis surpresas do ano passado.

® Sérgio Lopes

6 Comments:

At 9:08 da tarde, Blogger membio said...

uma ideia que podia ter sido explorada muito melhor, enfim... mais outro filme teenager/slash/gore a adicionar aos outros que por aí têm aparecido...

 
At 2:41 da tarde, Blogger Knoxville said...

Concordo completamente com a pontuação, só não ajudo é na recomendação de Wolf Creek, que, apesar de melhor que este Hostel, também não vai por aí alem.

Cumprimentos.

 
At 9:50 da tarde, Blogger cine-asia said...

eu achei o Wolf Creek um bom filme, bastante realista. Já o Hostel, é mesmo mau. Enfim...

Cumprimentos,

Sérgio Lopes

 
At 3:53 da tarde, Blogger gonn1000 said...

Pois eu gostei. Tem falhas, como já "A Cabana do Terror" tinha, mas acho que Roth tem valor.

 
At 2:24 da tarde, Blogger membio said...

concordo gonn1000, apesar de não ter gostado do filme, continuo a achar que Roth tem valor... é só uma questão de tempo, para que ele refine as suas capacidades...

 
At 2:56 da tarde, Anonymous rúben said...

já eu gostei muito do filme. acho que tem muito que se lhe diga, se pensarmos nele. e, vá lá, a fuga final é simplesmente excelente - contudo, da 1a vez que o vi, nao achei nada de especial. só depois à 2a, à 3a... é daqueles filmes que cresce ao vê-lo mais vezes. tanto quer agora prefiro ver este novamente do que rever o the descent, que, apesar de ter adorado a 1a vez, a 2a só piorou a minha opiniao do filme - demora uns 40-45 minutos a "arrancar".

ah, e o wolf creek é muito fixe tambem, se ao menos tivesse menos 15 minutos de "introduçao"... mas a cena da rapariga de cabelos compridos a fugir pela estrada, completamente sozinha, é muito fixe, entre outras!

 

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