domingo, dezembro 18, 2005

Realizador da Semana: Frank Capra

Um dos mais preeminentes realizadores de Hollywood das décadas 30 e 40, Frank Capra deu à luz belíssimos filmes populistas e idealistas, onde mesclavam o divertimento e o sentimentalismo e onde as virtudes do americano comum eram enaltecidas. E apesar de Capra ter sido visto frequentemente como um egocêntrico egoísta, os seus filmes eram exímios na celebração do triunfo da decência vulgar.

Nascido a 18 de Maio de 1897 na ilha da Sicília, Itália, Frank Rosario Capra era, segundo John Ford, “um exemplo a seguir por todos quantos acreditam no Sonho Americano”, isto porque a modesta condição económica do imigrante transalpino não impediu que a sua carreira cinematográfica fosse repleta de sucessos. Na sua juventude, depois de ter sido ardina, músico e contínuo escolar, e, um bocado contra a vontade da família, não abandonou os estudos tendo-se formado em Engenharia Química. Em 1918 integrou o Exército dos Estados Unidos tendo participado na Primeira Guerra Mundial. Uma vez dispensado, devido a doença, dedicou-se muito ao cinema, tendo aprendido imenso sobre o processo de produção deste. Depois de ter participado como extra num filme de John Ford em 1919, Capra embrenhou-se ainda mais no cinema mudo ao realizar e escrever comédias para a estrela Harry Langdon.

Alguns dos principais filmes de Capra, obviamente da sua dourada era sonora, foram: A Grande Muralha, empolgante drama sobre o estranho fascínio de uma americana por um general chinês; o nomeado aos Óscares de Melhor Filme e Realizador e filme de Capra preferido de John Ford Milionária por um Dia; Uma Noite Aconteceu, agradabilíssima comédia romântica e primeira obra vencedora dos cinco principais Óscares; Doido com Juízo, deliciosa comédia humanista que valeu mais um Óscar de Melhor Realizador a Capra; Horizonte Perdido, um misto de aventura, fantasia e drama nomeado ao Óscar de Melhor Filme; Não o Levarás Contigo, estimulantíssima comédia romântica que deu a Capra o Óscar de Melhor Filme e o terceiro de Melhor Realizador; Peço a Palavra, intrigante comédia dramática que, para não variar, foi nomeada aos Óscares de Melhor Filme e Realizador; O Mundo é um Manicómio, brilhante comédia negra onde Cary Grant vê-se insolitamente em apuros e Do Céu Caiu uma Estrela, um muito inspirador clássico imortal que devia ser visto todos os Natais.

Em 1982, ao receber o prestigiadíssimo prémio de carreira do American Film Institute, proferiu: “Seria o primeiro a admitir que sou um magnífico realizador”. Isso nem é preciso dizer, Frank.

® Artur Almeida

7 Comments:

At 8:25 da tarde, Anonymous Miguel Lourenço Pereia said...

É só o maior realizador da historia do cinema ;-)

 
At 4:12 da manhã, Anonymous Artur Almeida / Turat Bartoli said...

Miguel, de Capra só tenho a dizer muito bem, mas não TÃO bem;)

 
At 11:25 da manhã, Blogger wasted blues said...

O maior realizador não diria, mas um dos grandes, sem dúvida!

Filmes preferidos: Arsenic and Old Lace, Mr. Smith Goes to Washington e Lost Horizon... mas os outros não ficam atrás :)

 
At 1:41 da manhã, Anonymous Artur Almeida said...

Dos que vi o meu preferido é o It's a Wonderful Life, mas o It Hapenned One Night não fica muito muito atrás.

Cumps

 
At 2:47 da tarde, Blogger wasted blues said...

Pois, Artur, esses dois também são perfeitos! Aliás, o "It's a Wonderful Life" anda pelo emu blog em força ;)

http://mywastedblues.blogspot.com/

 
At 9:58 da tarde, Anonymous Artur Almeida said...

Já tinha reparado nisso e devo dizer que fica muito bem;)

1 belíssimo filme "metido" n1 belíssimo blog!

 
At 5:36 da tarde, Blogger wasted blues said...

Oh! obrigado :)

 

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