quinta-feira, março 02, 2006

Assalto à 13ª Esquadra

Título Original:
"Assault on Precinct 13" (2005)

Realização:
Jean-François Richet

Argumento:
John Carpenter & James DeMonaco

Actores:
Ethan Hawke - Sgt. Jake Roenick
Laurence Fishburne - Marion Bishop
Gabriel Byrne - Marcus Duvall


Assalto à 13.ª Esquadra é um remake do filme de John Carpenter e tem no elenco o seu maior trunfo. A história é simples, intensa e emocionante e junta ingredientes de thriller claustrofóbico a uniões pouco prováveis.

Muitas surpresas, suspense quanto baste e os chamados twists algo inesperados são os traços gerais de um filme intenso de acção que conta com um duo brilhante e, à partida, pouco provável: Ethan Hawke e Lawrence Fishburne. Assalto à 13.ª Esquadra é um remake de um filme de culto com o mesmo nome, de 1976, realizado por John Carpenter – que é aqui produtor e argumentista. Somos guiados por um thriller passado a alta velocidade que mantém a ferocidade do primeiro filme e junta algumas surpresas.

Ethan Hawke – que volta à acção depois de Taking Lives (2004) e do filme que lhe valeu uma nomeação para o Óscar, Dia de Treino (2001) – é Jake Roenick, um sargento que, depois de ser especialista em trabalhos de infiltração e à paisana policial, estabelece-se nos trabalhos de secretária, após ter assistido à morte de dois companheiros em acção – que o afectaram profundamente.

A acção principal decorre na passagem de ano, onde o sargento Jake está de serviço numa velha esquadra prestes a ser substituída. Com ele está um velho polícia à beira da reforma e uma secretária atiradiça. O mundo pacífico e de celebração num dia de tempestade de neve é interrompido quando recebem na esquadra, inesperadamente, um veículo de prisioneiros que alberga um conhecido assassino de polícias e barão das drogas chamado Marion Bishop – uma interpretação brilhante e convincente de Lawrence Fishburne. Mas o mafioso e cruel Bishop é motivo suficiente para criar problemas.
Um gang bem organizado e armado vai rodear a esquadra desprotegida e tentar entrar com todos os meios. Mas ao contrário do que todos julgam não será para salvar o barão da droga, mas para o aniquilar. Bishop tem provas que incriminariam um conjunto de dezenas de polícias corruptos onde se encontra Gabriel Byrne e, armados até aos dentes, eles não estão dispostos a abdicar da morte de Bishop.

Os acontecimentos inesperados, violentos e até pouco prováveis para a sociedade norte-americana acabam por parecer convincentes pelas excelentes interpretações, nomeadamente, pela química que existe entre Hawke e Fishburne. Ambas as personagens vêem-se obrigadas a unir esforços para que todos possam sair vivos da esquadra. A certeza é que nem todos vão sair sobreviver a uma aventura dura e violenta.

A violência é gráfica e um pouco brutal, pela força das armas, mas o realizador francês procurou dar um ar real que se justifica. Apesar de alguns vazios no argumento que deixam algo a desejar, este não deixa de ser um thriller inteligente e emocionante onde a união entre polícias e criminosos pela sua sobrevivência é levada os leva ao extremo.

® João Tomé

1 Comments:

At 12:11 da tarde, Blogger Manuel Marques said...

Parece que cheguei aqui no período post-mortem... ainda assim quero lamentar não terem feito a crítica a um dos melhores filmes de todos os tempos com o mesmo nome deste... mas de 1976... do mestre John Carpenter, fica o meu registo, porque este de igual só mesmo o nome, a qualidade passa-lhe ao lado...

 

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