domingo, junho 26, 2005

Batman - O Início

Título Original:
"Batman Begins" (2005)

Realização:
Christopher Nolan

Argumento:
Christopher Nolan & David Goyer

Actores:
Christian Bale - Batman
Michael Caine - Alfred Pennyworth
Katie Holmes - Rachel Daves
Morgan Freeman - Lucius Fox
Gary Oldman - Jim Gordon


Passados alguns anos após o último filme sobre Batman (Batman & Robin de Joel Schumacher, 1997), o cavaleiro das trevas surge-nos em 2005 pela mão do realizador Christopher Nolan – que realizou o brilhante Memento e Insomnia.

Como sucessor de Michael Keaton, Val Kilmer e George Clooney, Christopher Nolan escolheu um actor mais jovem para o papel de Batman: Christian Bale (O Império do Sol, American Pshico, O Maquinista), não muito conhecido da maior parte do público, mas que está à altura do papel.
A história de Batman contada neste filme apresenta algo diferente das histórias dos outros filmes, através de alguns flashbacks Bruce Wayne recorda a sua infância destacando dois momentos que o marcaram profundamente e o levaram a criar Batman: brutal morte dos pais, assaltados e mortos a tiro mesmo à sua frente por Joe Chill, um dos inúmeros criminosos que atemorizavam os cidadãos de Gotham City, e a queda dentro de um fundo poço cheio de morcegos, enquanto brincava com a sua amiga de infância (representada em adulta por Katie Holmes), e que despertou um grande medo de morcegos em Bruce Wayne porque foi atacado por eles quando caiu no poço - o que é irónico pois afinal tornou-se o homem-morcego.
Com este filme ficamos a conhecer o homem por baixo do fato negro do herói que afinal tem sentimentos e motivações tão humanas como: a medo, a fúria e a sede de justiça.

A morte dos pais levou-o a decidir fazer algo para acabar com o crime e a injustiça na cidade que eles tanto tinham ajudado. Para encontrar um meio de satisfazer as suas intenções, Bruce Wayne deixa Gotham City e viaja pelo mundo procurando adquirir sobretudo experiência. E é devido a uma má experiência como ladrão que o vemos inicialmente por detrás das grades no Japão. Depois de libertado, procura Henri Ducard (Liam Neeson) que o levará a Ra’s Al Ghul (Ken Watanabe). É no topo de montanhas geladas que Bruce Wayne é treinado por Ducard, segundo os métodos de Ra’s Al Ghul e da sua “liga das trevas”. Vemos cenas de acção arriscadas (filmaram sobre um glaciar que estalava e perdia nove centímetros por dia) com lutas de espada e corpo a corpo, tudo para que Wayne perdesse o seu medo e controlasse a sua fúria para assumir inteiramente o compromisso de lutar pela justiça. Ao recusar matar um criminoso para se tornar membro da liga das trevas, Wayne enfrenta os seus mestres e acaba por derrotá-los e destruir o local onde se encontravam.
Regressa então à corrupta Gotham City, acompanhado por Alfred o seu sempre fiel mordomo - neste filme é explorada a enternecedora relação de cumplicidade entre eles, e inicia então a concepção do fato, após adoptar o morcego como símbolo e recorre a todo o tipo de engenhos que o tornam imbatível mesmo entre dezenas de criminosos. Entre eles o poderoso Carmine Falcone (Tom Wilkinson), O Espantalho (o surpreendente Cillian Murphy) e enfrenta o seu mestre Ducard, que pretende destruir a cidade ao espalhar um gás alucinatório entre os habitantes...

A sombria Gotham City presente neste filme foi criada a partir de várias imagens das cidades de Nova Iorque, Chicago, Tóquio e Hong Kong. Já oBatmovel aparece-nos totalmente redesenhado por Nathan Crowley segundo as pretensões do realizador, não como um carro de fazer suspirar para ter um igual, mas como uma espécie de tanque desportivo. Quanto ao fato foi o resultado de uma mistura de fato de mergulho e outro e apresenta as inovações da capa enrijecer para facilitar os voos do herói e a “máscara” foi feita com um material que finalmente permitiu a Batman uma coisa tão simples como girar a cabeça sem ter de mover totalmente o corpo.

A chave do sucesso que penso que este novo filme sobre Batman terá parece estar na forma como o seu realizador, Christopher Nolan, que não podia ter sido melhor escolhido, contou a sua história. Na minha modesta ignorância, julgo que uma crítica a um filme não deve ser sinónimo de maldizer, embora algumas pessoas que se intitulam críticos fazerem o contrário. Não sou uma crítica de cinema, mas sim uma grande apreciadora e julgo que uma crítica deve ser sempre construtiva para quem a lê, mesmo que dê conta de aspectos negativos dos filmes.

® Isabel Fernandes

1 Comments:

At 4:05 da tarde, Anonymous S0LO said...

E viva aos blockbusters de Verão :P!

Cumprimentos cinéfilos

 

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