segunda-feira, abril 23, 2007

A Maldição do Vale

Título Original:
"Silent Hill" (2006)

Realização:
Christophe Gans

Argumento:
Roger Avary

Actores:
Radha Mitchell – Rose Da Silva
Sean Bean – Christopher Da Silva
Laurie Holden – Cybil Bennet
Deborah Kara Unger – Dahlia Gillespie


Para começar, há que dizer que um filme que tem como premissa principal o facto de ser baseado num shoot'em up de um jogo de computador, não promete muito quanto à sua qualidade. No entanto, este Silent Hill é diferente. A soberba realização de Christophe Gans é a chave para o sucesso do filme. Assim, Gans consegue com muita mestria, misturar vários géneros cinematográficos (Drama, Fantasia, Terror, Mistério e Suspense) num filme que não deixa ninguém indiferente.

A história deste filme começa com um sonho sonâmbulo de uma criança, Sharon Da Silva (Jordelle Ferland), que quase põem cobro à sua vida. Ao ser salva pela mãe adoptiva, Rose Da Silva (Radha Mitchell), Sharon profere as palavras Silent Hill, o nome de uma cidade fantasma do Oeste da Virgínia. Devido às sucessivas repetições destes acontecimentos totalmente esquecidos na memória de Sharon, Rose decide à revelia do marido Christopher (Sean Bean), ir com Sharon até à misteriosa cidade, com o objectivo de perceber que se passou com a sua filha naquele local.

No caminho para Silent Hill, Rose encontra como obstáculo à entrada na cidade, a polícia Cybil Bennet (Lautie Holden), que anos antes salvou uma criança da tentativa de assassinato por parte do pai naquele misterioso local. Para evitar a possível repetição de tal acontecimento, Cybil enceta uma perseguição a Rose que apenas acaba com um acidente à entrada da cidade misteriosa. Ao acordar da sua convalescença, Rose depara-se com a ausência da filha. Decide-se a procurá-la, mas ao sair do carro tudo parece diferente, Silent Hill é uma cidade arrepiante, coberta de cinzas, provenientes de um fogo de 30 anos, que aínda arde por dentro. Além disto, Rose cedo descobre que não está sózinha, algo de arrepiante se passa quando a claridade se apaga. No entanto, ela não pode desistir de procurar a sua filha e assim, com ajuda de Cybil, irá embarcar num mundo monstruoso, sem saída para os que entram.

Em síntese, o filme apresenta uma forte tensão do ínicio ao fim do filme, com alguns momentos de calafrios, uma história pouco prevísivel (pelo menos para quem nunca jogou o jogo), mas que peca na imprecisão de algumas explicações e no excesso de alguns momentos de pura fantasia que facilmente podiam ter sido mais comedidos, em nome de uma história mais credível e igualmente emocionante.

® Pedro Pereira

3 Comments:

At 1:27 da tarde, Blogger Flávio said...

Eu gostei do filme, mas precisamente pelos seus excessos e ousadia. Acho que é isso que distingue o Silent Hill de todos os os outros filmes de terror. Sobretudo as sequências de perseguição com o gajo das serras que, visualmente, são um espanto. Não sei onde é que foram buscar inspiração para aquilo, talvez aos quadros do Bosch.

 
At 1:31 da tarde, Blogger Flávio said...

Houve outro pormenor que eu achei magnífico e que, se calhar, poderia ter sido ainda melhor explorado: quando a mãe persegue a filha na cidade fantasma, mal conseguimos ver a miuda, vemos apenas alguns flashes dela. Eu achei isto aterrador, lança o espectador na confusão absoluta porque não fazemos a mínima ideia do que faz correr a protagonista. Talvez tivesse funcionado ainda melhor se a rapariga fosse mostrada com ainda menor nitidez.

 
At 12:42 da manhã, Blogger Ricardo Lopes Moura said...

gostei visualmente do filme, ainda que em termos narrativos as bruxas de salem já cheirem mal e a mãe se safasse demasiado airosamente de tantos e tamanhos perigos.

o final está excelente, atenção às nuances da iluminação do espaço.

http://axasteoque.blogspot.com/2007/04/maldio-do-vale-de-christophe-gans.html

 

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