domingo, setembro 03, 2006

Stay - Entre a Vida e a Morte

Título Original:
"Stay" (2005)

Realização:
Marc Forster

Argumento:
David Benioff

Actores:
Ewan McGregor – Sam Foster
Ryan Gosling – Henry Letham
Naomi Watts – Lila Culpepper
Bob Hoskins – Dr. Leon Patterson


Henry é um estudante universitário com tendências suicídas que vive atormentado por visões assustadoras e vozes que ouve. Na consulta com Sam, o seu novo psicólogo, conta-lhe que planeia a sua morte para dentro de três dias, aquando do seu 21º aniversário, a não ser que o psicólogo o consiga impedir. Surpreendido pela capacidade sobrenatural premonitória de Henry, Sam está determinado a impedi-lo de acabar com a sua vida, contando com o apoio da sua namorada Lila. À medida que tenta desvendar o terrível segredo que está por detrás das intenções de Henry, Sam acaba por entrar no estranho e sombrio mundo entre a vida e a morte onde o jovem caminha., começa a ter dificuldades em distinguir a realidade da imaginação. Conseguirá Sam vencer a corrida contra o tempo antes que seja tarde demais?

Do realizador de Monster’s Ball – Depois do Ódio (2001) e À Procura da Terra do Nunca (2004) – Marc Forster – chega-nos este thriller psicológico que demonstra a capacidade deste realizador em fazer filmes de géneros distintos. Embora o filme tenha passado despercebido em terras lusitanas por não ter estreado nas salas de cinema (pelo menos as algarvias), chega até nós em DVD. Não é dispensável de ver, ainda que não nos apresente uma temática – a vida e a morte – que nunca tenhamos já visto ser tratada em outros filmes.

O argumento de Stay deixa-nos por vezes um tanto confusos quando, tal como as personagens, nos perdemos em relação ao que é realidade e ao que não é, no entanto isso acaba por criar alguma interacção entre o filme e o público. A temática da vida e da morte e a forma como é tratada nos filmes, exemplifica ao mesmo tempo o medo e a curiosidade humana. A nossa mente e o seu poder ainda não é compreendida na sua totalidade, as situações que vivemos transportam-nos por vezes às situações que criamos mentalmente. Quanto à interpretação que os actores dão às personagens não há aspectos negativos relevantes a apontar, o que é importante, porque quanto maior é o empenho que um actor dá à sua personagem, melhor é o filme. Em termos estéticos Marc Foster realizou um filme bastante colorido nos seus cenários (sobretudo os nocturnos) e na transição dos diversos planos bem conseguidos: as imagens sobrepõem-se umas às outras como se fossem telas vivas onde as cores derretem para fazer surgir outras, à medida do ritmo com que a narrativa se vai desenrolando.

® Isabel Fernandes

2 Comments:

At 1:25 da tarde, Blogger carolina said...

adorei o filme.. simplesmente fantastico e cativante.. :D


bjo++

 
At 1:31 da manhã, Blogger Jojopipa said...

eu gostava de o ver mas não sei bem como... já o tentei encomendar online. mas não vejo nenhum site!!

 

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