quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Pânico a Bordo

Título Original:
"Fighplan" (2005)

Realização:
Robert Schwentke

Argumento:
Peter A. Dowling & Billy Ray

Actores:
Jodie Foster - Kyle
Peter Sarsgaard - Carson
Sean Bean - Capitão Rich
Kate Beahan - Stephanie


Assinalando o regresso de Jodie Foster ao grande ecrã, Pânico a Bordo é a segunda longa-metragem do alemão Robert Schwentke e propõe uma interessante, mas desequilibrada, experiência cinematográfica carregada de suspense e mistério centrada num voo atribulado.

Foster interpreta uma engenheira cujo marido faleceu há poucos dias e prepara-se para transportar o seu corpo de Berlim para Nova Iorque, viajando num novo e aperfeiçoado modelo de avião que ajudou a criar.
Os problemas começam quando, depois de um início de voo aparentemente pacato, a protagonista se apercebe que a sua pequena filha, que viajava consigo, desapareceu. Apesar dos esforços para encontrar a criança, empreendidos pelos comissários de bordo, esta continua sem dar sinal de vida, e a situação torna-se ainda mais inquietante quando os registos indicam que a mãe entrou no avião sozinha e que nenhum dos tripulantes se lembra de ter visto a menina.

Com um mote propício a atmosferas de claustrofobia e desespero, Pânico a Bordo desenrola-se, inicialmente, de forma escorreita e absorvente, e o desenvolvimento da acção consegue manter uma narrativa intrigante q.b..
Infelizmente, aquele que parecia ser um thriller inspirado vai perdendo o fôlego no último terço, terminando com um desenlace que, não sendo miserável, também não é o mais satisfatório.
Acumulando múltiplas situações inverosímeis e demasiado convenientes para o argumento, Pânico a Bordo acaba por ser um filme competente, mas rotineiro, com uma tensão dramática por vezes forçada e uma resolução que reduz o impacto de alguns momentos prévios.

Jodie Foster apresenta um desempenho seguro, ainda que repita os traços da personagem que encarnou em Sala de Pânico, de David Fincher, filme ao qual, de resto, Flightplan retira diversas ideias (a estrutura é bastante semelhante, mas em vez de num apartamento a acção decorre agora num avião).
Peter Sarsgaard e Sean Bean são presenças igualmente fortes, mesmo que a lógica formatada do filme não lhes permita desenvolver muitos as suas personagens.

Para além disto, o que fica desta película é a banda-sonora de James Horner algumas sequências bem trabalhadas e com uma angústia palpável, assim como um ou outro momento de inspiração da câmara de Schwentke. No geral, um entretenimento aceitável, mas ainda não foi desta – nem no recente Red Eye, de Wes Craven – que os filmes de suspense em aviões conseguem voltar a levantar voo.

® Gonçalo Sá

1 Comments:

At 8:30 da tarde, Blogger membio said...

é entretenimento mediano, vê-se uma vez e já chega, infelizmente... Jodie Foster precisa de um "hit movie" urgentemente, ou então pouco a pouco irá ficando esquecida, é pena, pq tenho alguma simpatia por ela... principalmente pelo papel em "Contact" e "Silence of the Lambs"...

 

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