domingo, julho 02, 2006

Van Helsing

Título Original:
"Van Helsing" (2004)

Realização:
Stephen Sommers

Argumento:
Stephen Sommers

Actores:
Hugh Jackman – Gabriel Van Helsing
Kate Beckinsale – Anna Valerious
Richard Roxburgh – Conde Vladislaus Drácula
David Wenham – Frei Carl


Viajando pela velha e sombria Europa da 2ª metade do século XIX, Van Helsing é um caçador de monstros cuja fama o precede, espalhando o medo entre as criaturas malignas que representam algum tipo de ameaça à humanidade. Após ter eliminado Mr. Hyde numa breve passagem por Paris, Van Helsing viaja ao encontro de uma sociedade secreta do Vaticano que o incumbe de uma nova missão: deslocar-se à Transilvânia, onde o terrível Conde Drácula e as suas sanguinárias noivas aterrorizam a população e preparam-se para criar uma nova e ainda mais maléfica raça de vampiros. Para isso procuram o Monstro de Frankenstein, pois precisam do seu poder, da sua energia para levarem adiante o seu plano. Para combater Drácula, as suas três noivas e o Homem-Lobo, Van Helsing conta com a ajuda de Anna Valerious, a última descendente de uma família que há séculos tenta eliminar Drácula, e o desajeitado Frei Carl (que inventa as inovadoras armas para o destemido caçador de vampiros).

Inspirando-se nos filmes de monstros dos anos 30 e 40, Stephen Sommers (A Múmia e O Regresso da Múmia) junta três dos mais conhecidos monstros da história do cinema e da Universal Studios: Drácula, O Monstro de Frankenstein e o Homem-Lobo. É justamente neste ponto que o realizador mais falhou, porque os monstros não são minimamente assustadores. A escolha de Richard Roxburgh para o papel de Drácula não foi feliz, mas sim quase desastrosa pois o actor imprimiu demasiada excentricidade ao rei dos vampiros, tornando-o uma personagem demasiadamente próxima do ridículo com o seu jeito teatral. Definitivamente este Drácula não iguala em nada a brilhante e memorável interpretação que Gary Oldman teve em Drácula de Bram Stoker (1992) de Francis Ford Coppola. Quanto ao Monstro de Frankenstein, a decepção é ainda maior, pois neste filme o monstro não faz justiça a esta designação, pois a sua demasiada bondade estraga a ideia que se tem desta personagem e que supostamente devia ser temível. Este Monstro de Frankenstein é muito mais um ser desprezado pela sociedade, devido à sua aparência, do que um monstro propriamente digno e chega ao cúmulo de se tornar um protegido amigo de Van Helsing. Por fim ainda temos o Homem-Lobo, também longe de ser assustador, é pouco convincente e tem menos destaque que os outros monstros.

Neste filme o realizador resolveu fazer uma transformação a Van Helsing, personagem do livro de Stoker, modernizando-o e tornando-o num herói, sempre com as suas avançadas armas. Este Van Helsing é um homem mais jovem e muito mais activo do que no livro e no filme de Coppola, onde foi bem interpretado por Anthony Hopkins. Com diversas cenas de acção em cenários que até não são maus e múltiplos efeitos especiais sofisticados, Sommers tenta camuflar a “falta de entusiasmo” do argumento, facto que enfraquece a caracterização e o despertar de interesse em relação às personagens, e, na minha opinião o final do filme foi uma opção desnecessária. Contudo talvez sejam essas mesmas as cenas de acção e os efeitos especiais, para além de algumas cenas cómicas e das interpretações esforçadas de Hugh Jackman, Kate Beckinsale e David Wenham, que incentivem alguém a ver este filme.

® Isabel Fernandes

3 Comments:

At 12:14 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Bem, concordo com a classificação dada ao filme, até daria menos estrelas, acho. No entanto, algumas afirmaçoes parecem-me algo estranhas...Comparar este filme com as personagens no filme de Coppolla (tal como na critica a "Entrevista com o Vampiro"), como se fosse o único e o mais bem conseguido filmes feitos a partir do romance de Bram Stocker, parece-me esquisito...são géneros bem diferentes e com objectivos diferentes. E depois, estranha a afirmaçao que a personagem do Monstro de Frankenstein decepciona porque não é um verdadeiro monstro..É que basta conhecer a história original do romance e o modo como a personagem foi abordada em muitos filmes na historia do cinema(nos quais o filme se baseia como homenagem), pra se saber que esse lado humanizado do "monstro" que quer ser bom sempre foi explorado..e é a base da história de Frankenstein!

Cumprimentos, e bons filmes
André

 
At 2:53 da tarde, Blogger cine7 said...

O meu conhecimento sobre filmes de vampiros e de monstros restringe-se aos mais recentes, porque infelizmente na área onde resido e noutra em que estudo não tenho acesso aos filmes antigos, e em certos casos a filmes antes de 2000. Drácula de Bram Stoker e Entrevista com o Vampiro são os filmes que mais gosto e que conheço melhor, por isso não acho esquisito comparar as personagens desses filmes com as de Van Helsing. Eu também li e tenho o livro Frankenstein de Mary Shelley e nele o monstro, face à rejeição do seu criador e de outras pessoas, tenta ser bom porém decide fazer sofrer o Dr. Frankenstein e é responsável pela desgraça da família dele, chegando mesmo a assassinar dois familiares. Isso é tudo menos ser bom.
É pena que a sua opinião seja diferente da minha, mas gostei da sua crítica.
Isabel Fernandes***

 
At 3:09 da manhã, Anonymous Artur Almeida said...

Na minha humilde opinião, este "Van Helsing" demonstra que deveria haver classificação mais baixa que a bolinha preta. Talvez a "fujam deste filme como o diabo da cruz" ou "vejam o filme se são veementes masoquistas" fosse mais acertada, tal é a falta de qualidade desta vergonhosa e patética obra. Foi 1 filme histórico na minha vida, de tão MAU que é. Seguramente 1 dos piores de sempre, mas isto é só a minha opinião.

Cumprimentos

 

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