segunda-feira, agosto 27, 2007

Die Hard 4.0 - Viver ou Morrer

Título Original:
"Die Hard 4.0" (2007)

Realização:
Len Wiseman

Argumento:
Mark Bomback

Actores:
Bruce Willis – John McClane
Timothy Olyphant – Thomas Gabriel
Justin Long – Matthew Farrell
Maggie Q – Mai Lihn
Kevin Smith – Frederick Kaludis ‘Warlock’
Mary Elisabeth Winstead – Lucy McClane

Não é certamente melhor, nem por sombras equivalente, quando comparado com os marcantes filmes da saga, realizados por John McTiernan. No entanto, é quase inegável que se o Assalto ao Aeroporto de Renny Harlin conseguiu o seu espaço neste franchise do carismático policia nova-iorquino John McClane (Bruce Willis), também este Die hard 4.0 – Viver ou Morrer de Len Wiseman (realizador de outro franchiseUnderworld), terá o direito a ficar na história do melhor herói de acção de todos os tempos (veremos se John Rambo ainda terá alguma palavra a dizer neste titulo).

A história de John McClane volta-se a repetir, mais uma vez McClane encontra-se no lugar errado à hora errada. A missão era simples, escoltar um jovem pirata cibernético, Matthew Farrel (Justin Long), até ao centro de comandos da CIA. Mas, como em todos os capitúlos das aventuras de McClane, nada se passa de forma normal, pelo que rapidamente se vê envolvido a salvar a vida de Matthew Farrell numa matança sem tréguas. Apartir deste ponto as regras deixam de ser simples, John McClane terá que salvar os EUA de uma guerra cibernética, matar os maus da fita, entreter o público com o seu humor contagiante e pelo caminho ajudar a manter Farrell vivo e salvar a sua filha, Lucy Gennero McClane (Mary Elisabeth Winstead), que substitui aqui o papel de familiar em perigo, normalmente interpretado por Bonnie Bedelia, a mulher de McClane (entretanto já separados) que vê a sua vida ameaçada em Assalto ao Arranha-Céus e Assalto ao Aeroporto.

Em suma, este Die Hard 4.0 é um bom filme de acção sempre rodado a um ritmo frenético, que serve essencialmente para matar saudades do mais carismático herói de acção (o Martin Riggs de Arma Mortífera que me desculpe) de Hollywood. Bruce Willis é mais uma vez brilhante no seu papel e consegue por si só fazer esquecer, com o seu excepcional carisma e sentido de humor refinado, todas as fragilidades (que não são assim tão poucas como isso) que o filme tem. Quanto aos personagens, Justin Long não tem metade da força interpretativa de Samuel L. Jackson (o parceiro de Willis na última aventura de Die Hard), mas consegue ainda assim ser uma positiva mais valia do filme. Em relação à filha de McClane, já tinha ficado provado em Die Hard, A Vingança que este tipo de personagens familiares em perigo são completamente dispensáveis para o filme, pelo que considero ter sido uma das notas menos positivas do filme. A juntar a estas notas menos boas, temos os vilões que apesar de na minha opinião superarem (pelo menos Maggie Q) os maus da fita de Assalto ao Aeroporto, ficam a anos de luz quando comparados com os irmãos Gruber de Assalto ao Arranha-Céus e Die Hard, A Vingança (Alan Rickman e Jeremy Irons respectivamente). Por fim, quanto ao realizador Len Wiseman, apesar de uma aposta na repetição da fórmula de sucesso que John McTiernan tem com este franchise, poder ter sido bem melhor para o sucesso do filme, Weiseman provou ser um realizador competente, especialmente talhado para a rodagem das vertiginosas cenas de acção.

Por fim, quanto à classificação, tendo em conta que Assalto ao Arranha-Céus e Die Hard, A Vingança são nota 10 e Assalto ao Aeroporto apenas um 6, penso que as 7 estrelas assentam muito bem neste McClane do século XXI... Yippy Ki Yay Motherfu**er

® Pedro Pereira

1 Comments:

At 11:25 da manhã, Blogger Flávio said...

«ficam a anos de luz quando comparados com os irmãos Gruber de Assalto ao Arranha-Céus e Die Hard, A Vingança (Alan Rickman e Jeremy Irons respectivamente).»

Absolutamente. Uma das coisas que tornou o primeiro Die Hard tão especial foi esse jogo de astúcia, de gato e rato permanente de entre MacLane e Gruber.

 

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